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Manuel de Araújo desafia críticas e mantém o Carnaval de Quelimane 2025

O tradicional Carnaval de Quelimane arranca hoje, sexta-feira, às 14h00, com o desfile inaugural a partir do Jardim dos Namorados, sob a chancela do Conselho Autárquico de Quelimane. O evento, que tem sido realizado ininterruptamente ao longo das últimas décadas, destaca-se por atrair milhares de espectadores, entre turistas nacionais e estrangeiros, interessados em vivenciar a cultura e gastronomia locais.

 

Contudo, a edição deste ano não está imune a turbulências. A Assembleia Municipal de Quelimane, através do seu presidente, Manuel António, foi categórica na sua oposição à realização do evento, alegando que os salários dos seus membros estão em atraso há mais de oito meses.

Somando-se a esse coro, funcionários e colaboradores da autarquia divulgaram, durante esta semana, uma carta reivindicativa, onde prometem acções de sabotagem caso as suas pendências salariais e outras reclamações continuem ignoradas.

 

Nas redes sociais, a indignação dos munícipes ganhou força. Na página oficial do Conselho Autárquico no Facebook, muitos questionam a prioridade dada ao Carnaval num momento em que Quelimane enfrenta sérios desafios: ruas esburacadas, mercados em condições precárias desde o ciclone Freddy, inundações e famílias necessitadas de apoio humanitário. A actual conjuntura política e social do país é também apontada como um factor que deveria ter sido considerado.

 

Apesar das pressões, o Conselho Municipal confirmou o orçamento de 5 milhões de meticais para a realização do evento. Este ano, o Carnaval contará com mais de 20 grupos de foliões e quatro bandas. A grande novidade é o prémio de 300 mil meticais para o grupo vencedor, uma iniciativa que visa incentivar a participação e enriquecer a competição cultural.

 

Manuel de Araújo aposta que o Carnaval irá aquecer a economia local e reafirmar a identidade cultural de Quelimane. No entanto, os críticos alertam que, diante de dívidas e descontentamento social, o brilho das festividades pode não ser suficiente para esconder as fissuras profundas que atravessam o município.

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