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Pio Matos e a crucificação dos povos da Zambézia

Por Zito do Rosário Ossumane, Jornalista e Activista Político

Prometeram uma embarcação que resolveria os problemas de transitabilidade marítima, mas entregaram mentiras, desvios de fundos e um barco de segunda mão que nem sequer respeita as especificações necessárias. A população de Inhassunge, que foi a mais prejudicada, viu seus sonhos afundarem enquanto os recursos públicos foram desviados para servir interesses políticos e econômicos obscuros.

Hoje, a “Chacuma” navega entre Chinde e Marromeu, longe das necessidades críticas de transporte da Zambézia. E, como se isso não bastasse, os preços são inacessíveis para a maioria da população. Pio Matos teve todas as oportunidades de corrigir o rumo, mas optou por perpetuar um sistema onde poucos lucram enquanto muitos sofrem.

O governador não pode continuar a ignorar que a sua má gestão tem consequências devastadoras. Pessoas estão a ser privadas do acesso a um transporte digno, seguro e acessível. E tudo isso, enquanto os fundos públicos são manipulados em esquemas que só beneficiam os seus aliados. A população não merece pagar este preço tão alto por causa da ganância de uma minoria.

“Chacuma” não é apenas um barco; é o reflexo de um governo que perdeu o rumo. Pio Matos tem de ser responsabilizado. É hora de dizer basta. A crucificação do povo da Zambézia não pode continuar.

 

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